Sábado, Julho 04, 2009

M-Art




















Quero saber o que me dás!
Quero compreender o que tens,
Quero entender porque os agrupa,
Quero saber porque os culpa,
Porque os faz cair a teus pés,
Porque os deixa tão viciados,
Nessa tua viagem de convés!

Diz-me o que tens,
Faz-me ser teu por um dia,
Ser teu apenas um dia,
É um sonho antigo, uma vontade...
Uma pequena vez,
Ser teu em demasia...

Faça-me viajar em teus braços,
Faça-me correr pelos teus campos,
Quero-te apenas uma vez,
Uma tragada, um baforejo,
Teu cheiro em minha tez,
Teu corpo e o meu...
Um só desejo,

Sou poeta, és planta
Dríade verde, ressecada em minhas mãos,
Diz-me o que fazes,
Quero ser teu uma vez ainda,
Quero mostrar-te quem manda,
Tanto qui´nda
Viajarei no paraíso...

Minha boca com a tua,
Meu corpo com o teu,
Tua composição, linda e nua,
Num apogeu,
Da fumaça à luz da lua...
0urn3

Dizem-te proibida,
Dizem te horrenda,
Mas quero que saiba,
Dama de uma vida,
Que usei-te agora,
E compus esta senda...

M-art...
They don´t care about us...
Velório na terça-feira,
Staples center,
Ingressos na internet,
E eu aqui, viajando em teu sabor!

Versos feitos sobre efeito.

Na imagem: Retalho de fumaça 01, Lucy da motta, 2008, Site Olhares

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Segunda-feira, Junho 22, 2009

Notícia de Hoje: Melancolia


Estou sentado na cama, olho para ela, seu corpo nu se confunde com os lençóis e eu me encontro ali naquelas tetas, naquelas nádegas maravilhosas. Os cabelos sedosos e perfumados me seduzem de uma forma que não sei explicar. Meu Deus! Que Mulher! Consegue permanecer assim mesmo após ter me dado tanto trabalho na cama, ela é perfeita e eu tenho tudo que quero!

Erro cruel.

Eu nunca tive tudo que quis.

Acontece que as vezes, eu me deixo encantar com alguma coisa, me deixo levar pelo entusiasmo de um momento, e vivo como se só aquilo me importasse, como se só aquilo fosse realmente o ápice, mas o que me dói na realidade, não é essa capacidade de me apegar e me desfazer tão rápido das minhas relações, o que me dói é ter tido tantas relações quanto possível, e nunca conseguir me encontrar em nenhuma delas.

Essa garota de agora, a que está comigo na cama enquanto escrevo isto, é perfeita, me faz sonhar com tudo o que é possível para um casal, e eu fico maravilhado com sua capacidade de dizer que me ama, sem nunca ter me visto uma vez antes. Eu a quero, quero transformá-la em meu amor, quero dizer que a amo também, mas eu não consigo, eu sou um grande filho da puta, eu não consigo articular as palavras, e parece que elas engasgam em meu peito, eu me sinto perdido e paro de falar por um tempo, ela me olha, sorri e começa a me acariciar. Eu me levanto, pau em riste, e fazemos amor mais uma vez. Mais uma vez o sexo é maravilhoso, é intrigante e excepcional, tudo tão perfeito, e a garota tem só 19 anos!

19 anos! Dezenove anos! Como pode? Essa garota poderia ser uma puta de esquina não? Caralho, eu não queria pensar nisso, e me sinto um desgraçado por pensar que ela poderia ter dado o que eu acabei de receber a outro cara. Ela poderia ser uma ninfomaníaca, ou quem sabe, apenas uma garota que leu os contos de Sade. São inúmeras possibilidades.

Eu tenho medo.

É um fato, eu tenho medo de perdê-la. Eu descobri isso quando após ter o seu terceiro conjunto de orgasmos, ela levantou-se para tomar banho. Por Deus! Como poderia ter me esquecido disso? É claro que ela vai precisar tomar banho, é claro que ela vai precisar sair deste quarto de motel, é claro que ela vai querer voltar à sua própria vida. E eu vou ter que voltar à minha, eu vou ter que pegar o ônibus todo dia, vou ter que ver o mesmo motorista, vou ter que viajar em pé por uma hora ou duas, e depois quem sabe, ainda precisar pegar o metrô. Ela vai voltar a viver alheia à sociedade, vai ficar enfurnada naquela lojinha de lãs e linhas de costura, e eu vou voltar àquela redação maldita, aquele lugar apertado onde ganho meu mísero salário, que agora se esvai neste quarto de motel onde as horas são cobradas a peso de ouro. Raios! Porque eu fui inventar de impressionar a guria? Que diabos, eu sou um grande filho da puta!

Coragem.

Finalmente eu tomo coragem para dizer o que meu âmago rejeita, finalmente eu tomo coragem para enfrentá-la e dizer as tais duas palavras. Elas ficam na minha garganta perdidas por alguns segundos, eu estou aflito, suor escorrendo pelo rosto, minha boca salivando, mas abro a mandíbula e esboço o começo do fim de minha vida de solteiro:

- E... E... - De repente eu me descobri gago! - Eu... Eu te... Eu te amo! - E digo isso suado, com a boca cheia de saliva o corpo tremendo, e tudo se passando em flashes, e pior ainda... Antes de dizer duas palavras, digo-lhe três!

Ela me olha, eu fico pasmo com cara de tonto, querendo saber como consegui proferir tais palavras, e percebo que ela sorriu. Sim, ela sorriu... Olhou-me com a carinha de anjo que tem e riu um riso calmo, um riso de menina mimada, que mal sabe o que quer.

- Eu poderia dizer infinitas coisas agora rapaz. Poderia dizer que te amo, poderia pular em teus braços e fazer amor novamente, poderia simplesmente me abster de falar, ou ficar te olhando e sorrindo como estou agora. Mas o que você prefere que eu diga? O que sua alma espera? - A sua serenidade ao falar é quase tão bela quanto seu rosto e seus belos olhos castanhos.

Eu a olho intrigado, essa garota realmente é mais inteligente do que as convencionais... Ela satisfaz o meu intelecto, porém eu não satisfaço o dela, eu sou um idiota, e eu a amo. Só existe uma coisa pior que odiar uma mulher, e é amar uma. Raios! Como posso ter me perdido assim? Eu havia jurado uma vez nunca dizer nada a alguém que não fosse verdade, no entanto, eu disse uma verdade a ela, que nem eu sabia se era verdade para mim. E agora? Como eu encararia aqueles belos olhos quando os encontrasse numa possível próxima vez? Droga! Eu sou um grande filho da puta!

Eu fiquei pensando por quanto tempo? Não sei, mas ela já está vestida, e parece que me olha com uma cara de pena. Em meu cérebro as suas últimas palavras reverberam: “O que sua alma espera?”... “O que sua alma espera?”. Eu sou um idiota mesmo.

- Eu também te amo seu bobo!

- Hã?

A confusão de pensamentos foi tão grande que eu fiquei sem ação por mais uns minutos até conseguir retomar a fala:

- Você me ama? Você me ama!?

- Sim seu bobo! Te amo e não sei o seu nome! Te amo e não sei o que você faz... Te amo e não sei a sua idade, no entanto você sabe a minha não é? Porque não partilha os teus segredos comigo?

- Achei que você não se interessasse por mim... Achei que você estivesse apenas se divertindo...

Ela me olha e esboça um sorriso apaixonado.

- Meu nome é Tobias, tenho 26 anos, sou Jornalista...

- Prazer Tobias, sou Aline, tenho 19 anos, curso Psicologia, e trabalho naquela lojinha de lãs e linhas de costura no centro da cidade.

Mais um sorriso apaixonado, só que desta vez ele parte de mim. Eu a olho com minha cara de dois de paus, e a beijo lascivamente. Saímos dali e vamos para minha casa. Mais uma noite de amor.


* * *

Dois anos se passaram desde aquele dia, estou casado e feliz, nada me falta, pelo menos em termos. Eu nunca tive tudo que quis mesmo.

Chego na redação e penso nela.

Ela estava em nossa casa com Clarissa, nossa filhinha... A esta hora, certamente deveria estar se levantando, preparando o leite, lavando a louça... Ah meu Deus! Como eu a amo...

Mas ainda me falta algo. Não sei o que, mas me falta algo.

Pego o notebook, começo a digitar um texto:

Melancolia.

O que pode-se dizer à respeito disto? Como um homem que tem tudo pode ainda querer mais amor? Como alguém que está casado por dois anos, deixa o amor esfriar assim?

Melancolia, eu ainda preciso achar alguém...”

Eu desligo o notebook, e saio... Tem alguém me esperando na próxima lojinha de lãs e linhas de costura que eu encontrar pelo caminho.

É... Eu sou um grande filho da puta.


Imagem: O Rosto da Melancolia, Ricardo Fernando Silva, 2006, Site Olhares

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Domingo, Junho 07, 2009

Menina do Rio


Lá vai a garota que seduz e domina,

Nas tardes do rio, é minha doce rima,

Lá vai a garota, bela e sensual,

Musa do vento, amor de carnaval...


Lá vai ela, descendo a ladeira,

Toda prazenteira, parece um samba,

E o povo acompanha, de perna bamba,

O doce gingado da garota ao lado,

Que escolhi pra sonhar...


Lá vai ela, descendo do salto,

Seu cabelo comprido, da cor do asfalto,

Menina contente, do coração feliz,

Deixa eu te entregar esses versos que fiz...


Ela parece, uma atriz cinema,

Quando ela sorri surge um grande problema,

Eu brigo com tantos que nem sei contar,

Pois esse sorriso me faz ciumar...


Menina do rio, meu doce amor,

Sou baiano e paulista, gosto da tua cor,

Quero saber, se você vai deixar,

Eu nesse samba, te chamar pra dançar...


Menina do rio, do grande gingado,

Nesse samba da vida, quero estar do teu lado,

Dançando no passo, que Deus me cantou,

Fazendo do samba, o tema do amor


Garota contente, eu vou te deixar,

Mas só um minuto, não sei se vou aguentar,

O povo me chama, eu tenho trabalho,

Trabalho honesto, ganho meio salário,

Salário feliz, dá até pra alegrar,

E pra fechar o samba um presente comprar...


Esta é uma homenagem à uma pessoa muito especial, que, sem dúvida, contribuiu muito para que eu desenvolvesse o Without Love. Tenho Byazinha na minha mais alta conta, e amo esta garota como se ela fosse uma irmã para mim, pois apesar da pouca idade, é minha mentora poética. Byaa Te adoro!

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Quinta-feira, Abril 09, 2009

Tua sina



Vais entrar por aquela porta,
Me olharás com um riso maroto, de quem nada quer...
A solidão vai te encontrar de um jeito,
Eu sei, ela flui de minha aorta,
Se escorre de meu peito, sei quem é...

Sentarás na cadeira, vai ver meu pranto,
Chorará diante de meu riso,
Quebrará todo meu encanto,
E em meu maior juízo,
Do final sem aviso,
Edificarei em tua ruína, meu espanto.

Vais sair chorando, ou quem sabe um pouco só,
Vais deixar a solidão ser tua companheira,
Farei do teu riso meu guarda-pó,
Farei de teu encanto, meu tapete,
E quando chorares, quem sabe,
Eu te perdoarei por esta cela tão sem eira...

Hei de rir meu riso,
Chorar meu pranto,
Hei de ver seu corpo dilacerado,
Teu rosto já triste, será meu consolo,
Teu corpo ferido me deixara num frenesi,
E quando eu achar que você já sofreu demais,
Farei coisas, que nem o próprio Satanás,
Faria para te fazer sofrer...

Talvez assim,
Depois de tanta sombra,
Talvez assim você compreenda,
Que um polegar não é vantagem,
Que um cérebro não é passagem,
E nada justifica essa tua atitude,
De me prender por minha beleza,
De me prender por minha virtude,
Só para entreter as tuas crias...

Talvez assim, quem sabe,
Você acabe aqui, e eu aí,
Você seja o animal, (Se já não é...)
O animal que não sorri,
Que não sente ânimo, não fica em pé...
Enjaulado pela maldade,
Dos malditos humanos que se fiam na fé...

Desilusão,Gabriel Bender, 2007, Site Olhares

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Quinta-feira, Abril 02, 2009

Libertação


Mostra o peito inerte,
Diante dos braços eretos e o olhar sombrio,
A face polida, ordem de quem não vive,
Me é consolo no gelo arredio.

Vê-se a tristeza em teu lábio pálido,
O corpo nu, já não é mais são
Espírito mórbido
Corpo crisálida
Alma descarnada, borboleta em evolução,

Quero ver teu rosto assim,
Dissertativo e mudo,
Solitário; é tudo,
Diálogo eterno, dor sem fim,
Escapatória do passado,
Ruptura, formidável de boa,
Separar-se e eu separado,
Afastando-nos da terceira pessoa..

E viverei assim,
Junto a ti, a você,
Sem regras e nada mais,
Ortografia é demais,
Então basta querer...
E tiro-te das gramaticais...

Imagem: Cabo espichel! a minha libertação, Ricardo Sarmento, 2008, Site Olhares


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Domingo, Março 15, 2009

Encontros e lembranças

Ela titubeou antes de dar o próximo passo, e resolveu adiantar aquilo de uma vez por todas, tocou a campanhia.

Silêncio.
Medo.
Dor.
Alguém atendeu:

- Pois não? - Era uma velha mulher perguntando.

- E... Er... Eu gostaria de falar com Amélia.

- Um momento sim? - A velha mulher manteve-se inexpressiva e entrou, fechando a porta suavemente.

Lá dentro a velha gritou:

- Amélia... Visita! Ande logo.

A resposta veio em tom ríspido:

- Já vou mamãe.

Um minuto.
Muita espera.
Medo.
Dor.
Agonia.
Ela veio até a porta.

- Pois n... - Amélia assustou-se.

- Am... Amélia! Me perdoe por vir aqui.

- Lúcia!? - A expressão de espanto era horripilante.

- Sim, sou eu... Não supus que você me reconheceria.

- Como poderia esquecer? - Nesse momento a expressão já havia mudado para uma cara de chateamento comum.

- Amélia precisamos conversar.

- Por que não? Quer entrar? - Fez um gesto indicando a porta.

Indecisão.
Terror.
Suor.

- Prefiro que seja na praça que fica perto daqui.

- Não entendo, porque?

- Pode ser lá? Explicarei mais tarde.

- Tudo bem. - Amélia entrou novamente. - Espere um pouco... Mãe, vou sair e já volto! - Ela gritou.

Mais suor.
Mais medo.
Indecisão.

Elas caminharam lado a lado, e as duas olhavam-se de cima a baixo, pensando no que fazer, no que falar até que chegaram à praça.
Era uma praça comum, com um pequeno jardim, e um chafariz central, que já não funcionava. Uma velha divertia-se olhando os pombos, dois moleques soltavam pipa a uns duzentos metros e uma viatura policial corria ao longe.

- Vou ser direta.

- Seja.

- Você lembra da Floresta?

- Não esqueceria jamais... Foi prazeroso e triste, uma mistura de alegria e agonia...

- Velho costume de poetizar tudo não é?

- Sim, meu velho costume.

- Você lembra do que eu lhe disse na floresta? - Lúcia estava meio alterada ao fazer a pergunta.

- Lembro sim, e infelizmente você conseguiu o que queria.

- É sobre isso que eu queria tratar. Eu me arrependi de dizer aquilo... Eu preciso consertar esse meu erro para poder ser feliz.

- É... Você precisa ser feliz? Eu também... Você estragou minha vida sabia?

- Foi? - A melancolia dominava a conversa.

- Sim... Perdi inúmeros amores por causa de seu maldito rancor.

- Amélia, me perdoe... Eu preciso de seu perdão.

- Você precisa de meu perdão Lúcia? Você acha que eu poderia te perdoar? Depois de tantas noites em claro? Depois de tantas tentativas de suicídio? Você acha que eu poderia te PERDOAR? - Amélia estava desesperada.

- Amélia fique calma.

Minutos.
Medo.
O cheiro de tristeza.
A cor do céu era sangrenta.

Lúcia pensou que a conversa seria fácil, porém não imaginou que Amélia estava tão mudada em vista de um acontecimento tão antigo. Ela pensou um pouco e recomeçou a falar.

- Você aceitaria desfazer a situação comigo?

- O que? Desfazer?

- Sim, desfazer, voltar ao que era antes de todo aquele episódio, recomeçar as vidas amorosas de ambas, mudar toda essa tristeza.

- Idiota. Isso é imutável! Eu sofro, você sofre três vezes mais.

- Amélia, me escute, há um jeito!

- Não, não há um jeito porque eu não quero! Não quero te perdoar! Por todos esses anos, o meu único consolo era saber que você, sua bruxa imunda, também seria vítima de sua maldição, e melhor ainda, você sofreria três vezes mais que eu! Não mudaria isso por nada neste mundo!

- Amélia, por favor... - Lúcia estava ajoelhada.

Um chute bem dado.
Uma cusparada certeira.
A corrida desesperada.
Um escorregão idiota.
A cabeça no meio fio.
O hospital.

Tudo foi uma confusão rápida, Lúcia sangrava e limpava o cuspe misturado ao sangue, quando Amélia correu e escorregou, batendo a cabeça no meio fio, e desmaiando. Lúcia pegou seu celular e ligou para o disk emergência, acionando uma ambulância o mais rápido que sua emoção lhe permitia agir.

No hospital ela pensava consigo mesma, e chorava quando o médico a chamou para uma saleta.

- Ela está em coma.

Seu mundo desabou.
Sua respiração acelerou.
Ataque de asma.
Desmaio.
Duas garotas internadas num dia de sol.
Era tudo um pesadelo.

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Pessoal, me perdoem por este atraso enorme na história de Lúcia, é que estou mergulhado em trabalho, portanto não posso postar constantemente, e minha criatividade anda meio nublada por uma depressão idiota.
Abraços

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Quinta-feira, Março 05, 2009

As maneiras de ser alguém

As vezes pensamos em viver como nossos pais.
Serenos, calmos, pagando contas, alimentando filhos, convivendo com uma sociedade conturbada em meio à guerras lá nos confins do mundo, inflação, música sem conteúdo... Mas no fim de tudo, nunca seremos iguais aos nossos pais.
O mundo muda, os costumes mudam, a linguagem muda... A gente muda. Não dá pra guardar a vida numa redoma de vidro a vácuo e esperar que a oxidação responsável pelo envelhecimento e amadurecimento não a afete.
Assim passa-se por mudanças, e algumas coisas tem que ser sacrificadas, outras não. O certo é que você passa a ser alguém interessante a alguns pontos socias, e desinteressante a outros.
Eu estou me tornando desinteressante à toda sociedade.
Depressão.

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Domingo, Fevereiro 15, 2009

Encontros e desencontros...

Corre o tempo matreiro,
Viajando nas matas do coração soturno,
Escuridão completa, corpo inteiro,
Vidas completas, opostos... Dias noturnos...

Corre o tempo sem jeito,
Corre o tempo ao luar,
O tempo que me consome o peito,
O tempo que me impede e obriga a trabalhar,
Corre o tempo, tempo defeito...

Corre o tempo, e eu parado,
Corre o tempo, e eu do seu lado,
Trabalhando como um condenado,
Correndo e no entando parado...

* * *

Desculpem a demora e a ausência, estou correndo no trabalho e nos estudos.
Postei um poemeto só para não perder o costume.
Espero que a baixa qualidade não os assuste...

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Domingo, Janeiro 25, 2009

Lágrimas Mortas


Seus olhos já não tem vida,
O rosto pálido não mostra mais cor,
É bela, porém a carne apodrece,
Os cabelos outrora loitos, mostram a dor,
A dor de quem deita e não adormece.

É bela, é bela...
A elf que já não vive,
É ela, é ela,
A rosa da cidade de baixo...

É ela, tão dispersa...
Sem sentimentos, sem a cor que tinha,
Sua vida agora é diversa,
Vive dos mortos... É rainha.

Seu rei a aniquilou,
E na sua morte, lha concedeu uma nova vida,
A vida eterna num corpo putrefato,
A vida eterna que já tinha,
Dos Elfos general,
Dos mortos a rainha.

Doce Sylvannas, corredora dos ventos,
Doce rainha, com o canto dos lamentos,
Banshee desse mundo, e dos ancestrais,
Rainha dos mortos, dos rebelados e dos vendavais!

To Sylvannas Windrunner - Queen of Forsaken - World of Warcraft

Na imagem: Sylvannas Windrunner, World of Warcraft, Blizzard Entertainment, 2009

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Perdoem-me se parecer estranho a alguns, é uma coisa que estive pensando nessa semana.
A personagem é de um MMORPG.
Abraços!

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